
Mulher irresistível é você
Você e todas as outras que eu e você conhecemos e as que não conhecemos também.
Mulher irresistível é você que carrega um corpo feminino com tudo o que ele representa: amor, colo, calor, acolhimento, entrega, aconchego, ternura, maciez, beleza, desejo, impulso, movimento, energia, sobrevivência, nutrição, impacto, sorriso, fogo, leveza e todas as outras coisas que um corpo consegue carregar.
Mulher irresistível é você que carrega uma mente que pensa, analisa, sintetiza, usa metáforas, lê palavras, lê sinais, lê pessoas, organiza, seleciona, administra, faz associações, interpreta, decide e todas as outras coisas que uma mente e um cérebro juntos são capazes de fazer.
Mulher irresistível é você que tem um coração pulsante, que carrega e carreia toda a gama de sentimentos disponíveis no reino humano.
Mulher irresistível é você que é "magra de ruim" e não precisa fazer dieta de emagrecimento, você que é magra porque faz dietas restritivas, você que não faz dietas malucas mas aprendeu a se alimentar de maneira que sempre se levanta da mesa com a sensação de que ainda poderia comer mais.
Mulher irresistível é você que não é magra e faz dietas torturantes e nem assim emagrece; você que não sendo magra não está "nem aí" para padrões estabelecidos por uma sociedade que gosta de categorizar pessoa por características aparentes. Irresistível é você que não sendo magra, se aceita como é e sabe que quem a critica não a merece. Irresistível é você que não sendo magra se senta à mesa e come com a disposição de quem merece desfrutar dos prazeres de uma boa refeição, a seu gosto; você que come até sentir-se completa e feliz, e também você que se levanta da mesa com a sensação de que ainda poderia comer mais. Mas você, que sabe de si e simplesmente leva a vida de acordo com seus padrões.
Mulher irresistível é você que vai à luta, trabalha fora e tem alguém para cuidar de sua casa; você que não pode pagar alguém para cuidar da sua casa e por isso tem dupla ou tripla jornada de trabalho, e dá conta com um sorriso no rosto, mesmo que caia exausta na cama... nada vai parar você, por isso levanta refeita no dia seguinte para começar tudo de novo. Irresistível é você que empreende e enriquece sua vida e da sua família e ainda cria condições de enriquecimento para tantas outras pessoas, produzindo também empregos. Irresistível é você que trabalha pouco, ou muito, que produz, que cria, que coloca seus talentos e competências a serviço da construção de um mundo melhor.
Mulher irresistível é você que cuida dos seus filhos, dos filhos dos outros, que educa, ama, brinca, orienta, leva pra passearcria cenários e um ambiente suficientemente bom para o desenvolvimento de outras vidas. Você que não tem filhos, mas também ama crianças. Até você que não sabe o que fazer com uma criança e nem quer saber. Que prefere não ter filhos, nem tem paciência para cuidar dos filhos dos outros. É sua escolha, sua decisão.
Mulher irresistível é você que levanta cedo, que levanta tarde, que levanta a hora que quer, que dorme a hora que quer, que faz suas escolhas e segue em frente. Você que planeja, que realiza, que tem uma vida dentro do horário comercial ou não. Você que caminha ou não caminha, que pratica esportes ou não. Você que não deixa de ir à academia e você que nunca foi.
Mulher irresistível é você que canta e dança, e você que nunca cantou, que nunca dançou. Você que reza, que atualiza sua espiritualidade e você que nunca rezou. Você que estuda, aprende, e você que nunca estudou mas aprende tudo na escola da vida.
Mulher irresistível são todas as que sabem o seu valor, os seus direitos e o seu poder. Todas as mulheres são irresistíveis, apenas muitas não conseguem perceber isto devido às circunstâncias e dificuldades da vida. Não vou dizer aqui que se quiser a pessoa consegue, poque se bastasse querer o mundo seria um paraíso. Muitos fatores estão envolvidos na vida humana aqui na terra. Algumas tem um início fácil e outras nem tanto. Algumas tem um início bem difícil. É tudo resultado de vida vivida, e para quem tem um início difícil, o caminho pode conter mais obstáculos, os internos e os externos. Isto produz um cansaço que muitas vezes incapacita a pessoa para as mudanças e para que ela faça uma virada. Mas...
Todos os dias escutamos histórias de superação, de virada, de mulheres que sairam de situações nada favoráveis e vivem a vida irresistível que merecem. Então saiba que você pode, você consegue, você o fará.
As mulheres no meu foco de trabalho
As mulheres sempre estiveram em meu foco de trabalho, apoiando-as e capacitando-as para pegarem as vidas em suas mãos e conduzí-las de acordo com seus desejos mais profundos, na direção de uma vida mais plena e feliz. Eu sei como às vezes é difícil realizar aquilo que desejamos sem apoio e sem orientação. Muito mais difícil ainda o é para nós mulheres devido a nossas condições femininas específicas. Meu objetivo é tornar possível que as mulheres assumam o protagonismo em suas vidas, pela descoberta do poder feminino que cada mulher carrega em si, que só precisa de uma indicação para que venha á tona. Ou de uma autorização.
Aprendemos a esperar autorização de alguém para fazermos as coisas. Por mais iniciativa que tenhamos, muitas vezes esperamos o sim final de uma outra pessoa: a permissão. É importante superarmos isto.
Quem nos autoriza sermos nós mesmas não pode ser ninguém além de nós mesmas. Quem nos permite viver a vida que desejamos não pode ser ninguém além de nós mesmas. Quem nos autoriza a exercer nosso poder pessoal não pode ser ninguém além de nós mesmas. Quem nos autoriza a desfrutar a nossa sexualidade como queremos somos nós mesmas.
E este é um ponto extremamente importante, quando descobrimos e assumimos nosso poder pessoal e nossa sexualidade, nosso desejo, nossa forma de desejar, nossa forma de gozar e de usufruir todos os prazeres que nosso corpo pode produzir. Nosso posicionamento na vida em cada questão que nos diz respeito é um ato político, acredite.
As mulheres são diferentes na quantidade e no conteúdo daquilo que elas querem, mas em linhas gerais em nossa essência desejamos coisas muito parecidas.
Embora sejamos diferentes em muitos aspectos, de maneira geral todas nós queremos as mesmas coisas: família, um amor para a vida toda, sexo de qualidade e com muito prazer, romance, viagens, experiências enriquecedoras, liberdade, incluindo a liberdade de produzir bens e ter liberdade financeira, alcançar realização profissional, sermos reconhecidas nos diversos papéis que executamos na nossa vida. E queremos ter paz, sem pedir autorização para viver, e tendo respeitado nosso direito divino de nascimento, que é o de ser feliz.
Até aí tudo bem, não fossem as dificuldades que nos são impostas de fora, os obstáculos criados pelos outros, os limites que insistem em estreitar cada vez mais para a nossa forma de viver. Muitas vezes o casamento se apresenta como uma saída para uma situação que parece sem solução. Não são raras as mulheres que se casam para sair do julgo da família, mas depois de 30 anos de consultório posso dizer que também muitos homens aspiram ao casamento para sair de casa e alcançarem a liberdade. Sim, ainda no terceiro milênio.
Talvez isto explique bases tão frágeis para muitos casamentos. Seja como for, de uma forma ou de outra vamos evoluir, amadurecer, com mais ou menos dor, com mais ou menos dificuldade. Para algumas pessoas tudo parece tão fácil, mas não para todas. E à medida que o tempo passa parece se tornar mais difícil ainda. À medida que envelhecemos nos tornamos mais exigentes, vamos perdendo a capacidade de aceitar um tratamento menos respeitoso do que merecemos, começamos a querer homens mais bem resolvidos. No entanto, os homens ainda têm uma alta capacidade de nos ferir.
Trabalhei em várias regiões do estado e atendi mulheres de situações as mais diversas, seja nível social, financeiro, escolaridade, enfim, circulei pelo universo feminino em sua diversidade. Da mesma forma conheci o universo masculino. Em minha prática clínica, meu público sempre foi heterogêneo. E no trabalho de Coaching Político, o universo era essencialmente masculino, mudando, embora lentamente.
O que eu PROPONHO SEMPRE é tornar-se irresistível sendo você mesma, SUA MELHOR VERSÃO, com a coragem de pegar sua vida em suas mãos e definir como quer vivê-la, sem esperar autorização ou aprovação de alguém.
Para isto é necessário nos conhecermos, conhecer nossos pontos fracos e nossos pontos fortes, pois são esses últimos que vão nos levar no início da jornada. Depois vamos desenvolvendo outros enquanto também superamos os pontos fracos, que nos sabotam e nos fazem ficar em dúvida se estamos fazendo o certo.
Não sabermos quem somos nós, não nos conhecermos, e ainda ter de lidar com situações que, muitas vezes, não entendemos, nos deixa num estado de adoecimento psíquico, às vezes diagnosticado quando o corpo começa a adoecer também, às vezes sem nome se apresentando naquele sentimento de insatisfação constante e crescente. Isto afeta não só a nós mas a quem convive conosco, incluindo as pessoas que mais amamos. Por eles, não só por nós, é que muitas vezes buscamos cura desta infelicidade.
O que fazemos de mudança em nós, afeta as vidas das pessoas que estão próximas. Quando nos curamos, mesmo que não acreditem em nós, isto reverbera em todos e principalmente as pessoas vão mudando a partir da nossa mudança, sem perceberem.
Isto é inclusive um ato de amor universal. Pois nossa cura interna afeta principalmente nossos filhos. E se nos curamos, curamos também as feridas de nossas ancestrais e evitamos algumas feridas das nossas filhas. Quando uma mulher se transforma ela liberta as filhas de viver as mesmas histórias que ela viveu, ela possibilita uma vida melhor às próprias filhas.

Mulher irresistível é você
Vivemos uma época um tanto quanto confusa em relação ao papel de cada uma de nós no mundo. Os homens não estão melhores que nós, pelo contrário, estão mais confusos ainda. Hoje não há mais uma clara definição de papéis nas relações e as pessoas não sabem muito bem como agir. As mulheres hoje estão mais conscientes de seu poder e de seus direitos, dominaram as ruas, se desenvolveram intelectualmente e estão buscando um jeito de ser no qual sintam-se realizadas em todas as áreas de sua vida. Muitas não sabem se escolheram certo o seu projeto de vida, outras continuam a insistir em situações sem solução. Nem tudo que valia antes vale hoje, e isto, às vezes, nos deixa oscilantes entre ser virtuosa (de acordo com regras de outras pessoas) ou ser feliz vivendo de acordo com nossas próprias regras e desejos. E viver de acordo com suas regras e desejos não impede você de ser virtuosa de acordo com seus próprios conceitos e crenças.
Se temos exemplos de mães e avós totalmente cordatas e servis, e se não queremos ser assim, com certeza isto causa conflitos. Ou se queremos viver como elas, a vida moderna não nos permite e nos joga porta-fora para enfrentarmos o mundo que funciona de acordo com regras masculinas, nem sempre benéficas a nós. Carregamos em nós pares de dualidades: sair/não sair, ter filhos/não ter, cuidar de si/cuidar do outro, dizer sim/dizer não, ceder a vez/brigar por seu espaço, infinitas dualidades.
Às vezes a carga fica muito pesada, nossa vida fica parecendo um ninho de João Penenem (foto abaixo) e começamos a duvidar das nossas capacidades. Isto aumenta a indecisão, a frustração e a insatisfação. A autoestima despenca e começa a autocrítica.
O sonho de encontrar um amor para a vida toda nem sempre se realiza e deixa um sentimento de fracasso que carregamos como um saco de pedras amarrado ao nosso corpo. De repente estamos tão cansadas que dá vontade de chorar ou se enfiar num ninho e não sair mais de lá. Algumas até o fazem, mas não encontram o acalanto tão ansiado.

Aliás o ninho de João Penenem é adequado até para quem quer entrar no ninho e não sair mais. Sério! Já revirei o ninho à procura de entrada/saída e não encontrei.
Nesse momento começamos muitas vezes a sentir saudade de nós mesmas, dos sonhos antigos, de um tempo melhor. Isto traz uma certa energia, mesmo que pequena, e surge o desejo, crescente, de promover uma transformação em sua vida, pois você pensa que merece viver mais, viver melhor.
Se você pensa que está na hora de promover uma transformação na sua vida você está pronta para fazê-lo. Transformar é superar o passado, é dar um salto para uma nova vida. Neste momento é fundamental se recolher e ter um guia para apoiar você, pois a transformação é um processo solitário e profundo.

A mulher irresistível vive dentro de você. Você nasceu irresistível mas pelas circunstâncias da vida, por experiências desagradáveis, por ter de lutar tanto, pelo cansaço ou por outros motivos você se perdeu dela. Mas a verdade é que tudo que vivemos, tudo que já fomos um dia ainda existe dentro de nós, tanto as lágrimas quanto os sorrisos, tanto as feridas como os momentos de prazer mais intenso, tanto as situações de fracasso quanto as de sucesso, tanto as vivências negativas quanto as positivas.
Sendo assim, a mulher irresistível que você foi um dia não está longe. Tudo que você quer e precisa está dentro de você. Lá dentro de você, existe uma mulher que se ama, se reconhece em seu poder e em seu direito de ser feliz. Esta mulher irresistível é a mesma que Clarissa Estès chama de a mulher selvagem no livro Correndo com lobos.
Para Estés esta mulher selvagem é a nossa saúde, pois é a mulher não-domesticada, uma pessoa que tem confiança em si mesma, que sabe quem se é, não importa a cultura, a época, a política. Mesmo que seus ciclos mudem, que as representações simbólicas mudem, que as regras mudem, que o mundo mude, na sua essência ela não muda, ela é sempre a mesma.
Esta mulher selvagem e irresistível, autêntica, tem uma semelhança com os lobos, certas características psíquicas, que podem até estar adormecidas, mas ainda vivem dentro de cada uma de nós, como percepção aguçada, espírito brincalhão e uma elevada capacidade de devoção; a intuição e a preocupação com os filhotes, o parceiro e sua família. Além disso a capacidade de adaptar-se a qualquer circunstância, a determinação e a coragem. Assim como você.
Enfrentamos diariamente nossas lutas e sobrevivemos da forma que conseguimos, adaptando-nos à vida como ela é. No entanto, sabemos que podemos viver mais e ansiamos por viver a vida que merecemos, com paz, satisfação, alegria e amor. Algumas de nós vivem disfarçadas. Não vivo disfarçada e quero que você também se livre de seus disfarces e seja exatamente QUEM você é, O QUE você é.
Sou o que eu sou. Faço o meu caminho. Claro que tive sim, apoio de muitas pessoas. Ninguém vive sozinho. Somos gregários como os lobos. Temos família e amigos. Isto muitas vezes torna nossa vida possível, embora muitas vezes também nos impede algumas coisas. Família é para isto. Amigos também. Nós é que precisamos conhecer nossos parâmetros para colocar os devidos limites.
Mulher autoconfiante

Ela é a cuidadora silenciosa, a que se oferece ao outro e oferece sua força na suavidade. Defende sua liberdade na aceitação e entrega de si para aqueles a quem escolhe. E isto é mais que mitológico. É cósmico. É universal.
Esta mulher autoconfiante, ciente de seu lugar no mundo, que faz dom de si, Gertrud Von Le Fort, chama de A Mulher Eterna, em um livro publicado em 1934. Sendo um livro escrito após sua conversão religiosa, ela fala da mulher com referência à Virgem Maria, segundo ela representante da Criação Inteira. E ela trata da mulher com um sentido muito próprio, falando do mistério do feminino com seus traços cósmicos e metafísicos, e do tema da feminilidade como algo que ressoa através da Criação Inteira (p.18).
Ela diz: Não basta dizer que o ser da mulher, toda a sua essência, estão devotados a se expressar em atos de oferenda; faz-se mister dizer ainda que coincidem com a faculdade de oferenda do universo (p.22). Esta é uma verdade universal, que perpassa o tempo da mulher se expressar em atos de oferenda. Em todo dom de si, brilha um raio do mistério da Mulher Eterna (p.20).
Mesmo quando a mulher trabalha fora, sua vida é toda de doação, seja trabalhando mais que os outros, seja trabalhando quando volta para casa e tem de cuidar do marido (se tem), dos filhos (se os tem), orientando, cozinhando, mantendo a casa aprazível. Mesmo uma mulher que tem muitos ajudantes em casa, ainda quando está em casa ela dá de si para organizar, para saber se precisa algum ajuste, enfim, a mulher é símbolo eterno de doação. E frequentemente doa de si muito mais do que recebe.